26 março 2012

"Come morning light, you and I'll be safe and sound"



Eu não tenho título melhor do que esse trecho da música da Taylor Swift em parceria com The Civil Wars, que é justamente tema da adaptação pros cinemas de The Hunger Games. Por enquanto eu não vim falar do filme, já que AINDA não pude assistir (minha cidade não tem cinema mimimi). Vim dizer porque eu me apaixonei tanto pelos livros da trilogia Hunger Games (Jogos Vorazes). Se o post começar a ficar sem sentido, ou se eu falar demais, relevem, é porque meus sentimentos vem à tona e quando isso acontece, nada mais faz sentido.

Engraçado que enquanto eu abria o blogger pra fazer este post, eu dei uma rápida olhada pros feeds e vi que um blog literário postou hoje mesmo uma resenha de Jogos Vorazes. Tenho certeza de que não sou a única apaixonada aqui. Mas fica o aviso: o Peeta é meu, e de mais ninguém. Só divido com a Katniss, se ela quiser.

Não sei ao certo se isso pode ser considerado uma resenha, acho que ta mais pra uma total opinião pessoal. Hunger Games não é das histórias mais originais, isso é bem óbvio, mas sempre tem um grupo de haters pra criar polêmica. Conversando com um amigo, ele me contou que tava havendo uma grande discussão na área /a/ do 4chan sobre o sucesso de Hunger Games. Os argumentos giravam em torno do quesito "não é original, e faz um tremendo sucesso, enquanto outras histórias iguais a essa continuam na obscuridade", e chegaram a comparar com Deadman Wonderland (mangá que foi adaptado pra anime ano passado ou retrasado). Realmente, quando eu comecei o livro, a primeira coisa que eu comparei foi a história de DW (se ir além, você pode pensar nos gladiadores em Roma, que eram jogados em arena pra lutarem contra leões e provavelmente morrerem no final), é bem parecido, mas a minha contratese foi a seguinte: histórias parecidas, iguais, clichês e o diabo a 4, sempre vão existir; o que vai determinar seu sucesso e aceitação é a forma como essa história foi trabalhada, seus personagens e personalidades, isso é o que vai cativar. Se pararmos pra pensar, Harry Potter não é das histórias mais originais do mundo, mas cada detalhe criado e enriquecido por J.K. Rowling, foi o que fez a diferença. Haters gonna continuar hateando.

A escolha da autora Suzanne Collins de fazer a narrativa em primeira pessoa, não podia ter sido melhor. A partir do momento que se tem alguém presente em toda a história narrando o que ela sente e vê, você é capaz de sofrer com a personagem, de também sentir o que ela sente e passa. Em Hunger Games essa é uma característica essencial, e só faz sentido pra quem lê. É interessante como Capitol e os 12 distritos são tão opostos, e pelo menos pra mim, passa muito a sensação futurista e ao mesmo tempo medieval, e no fim das contas eu vejo um cenário Steampunk, que eu tenho paixão.

Normalmente quando lançam adaptações pro cinema de filmes, há um grande ataque dos fãs dos livros. Primeiramente porque quase sempre, adaptações de livros são frustrantes. Segundo porque a partir daí surgem os fãs dos filmes que insistem em tentar parecerem melhores que os dos livros e vice-versa, e terceiro porque os críticos ao em vez de criticarem separadamente o filme do livro, fingem que é tudo uma coisa só e metem a lenha. Nesse ponto eu defendo muito Twilight, porque o que estragou a imagem da saga foram as fãs retardadas do filme, sim - retardadas - e a péssima adaptação pro cinema. Eram ótimos livros, mas todo esse combo de ataque conseguiram sujar a imagem de romance sobrenatural criado por Stephenie Meyer. 

3 fatores me convenceram a ler Hunger Games: 1- meu amado amigo lindo Julio/Flocs/Dandelion <3; 2- a entrevista da Taylor Swift; 3- a música tema do filme e o Josh lindo tesão bonito e gostosão. Já tem um tempinho que o Flocs começou a me falar pra ler Hunger Games e eu não dava muita bola, mas eu ouvia porque sou uma boa amiga, mas nunca procurei. A minha curiosidade realmente se despertou no dia que eu, vagando pela MTV, assisti a uma entrevista da Taylor sobre a trilha sonora no Acesso MTV. Ela falava sobre a música "Safe and Sound" e seu processo de criação, que ela claro, leu o livro. Leu não, engoliu em 2 dias. E o que me marcou foi ela dizendo que antes de ler, pensava em criar uma música de vitória, mas após a leitura, ela viu que era uma canção de sobrevivência. O mais legal de tudo, é o quanto a música "Safe and Sound" vai fazendo mais e mais sentido a medida que você vai lendo. Acho que grande parte dos leitores que ouviram a música, concordam comigo que ela está praticamente explicita nas cenas da Katniss com a Rue. Mas sem spoilers, amados. Essa música tem grande efeito em mim, várias vezes me peguei chorando enquanto a ouvia, principalmente quando eu cheguei a essa tal cena. Vocês não sabem o que é passar meia-hora soluçando de tanto chorar por causa de um livro.

Falei muito e falei nada. Acho que só consegui transmitir pra vocês o quanto eu realmente me apaixonei pela história, e olha que eu nem entrei em detalhes dos personagens e do Peeta. Peeta agora é meu amado imaginário, pra quem não sabe. Quem se meter com meu amado corre grande risco de se tornar um avox. Fiquem espertos. Vou deixar por fim a música da Taylor e The Civil Wars pra dar aquele gostinho, caso alguém ainda não tenha escutado. Prestem bastante atenção na letra, e sintam um pouco do que eu sinto quando eu a escuto. Quem puder ler os livros antes de ver o filme, eu aconselho. Apesar da roteirista do filme ser a própria Suzanne, não é legal ler o livro depois de ver o filme. A maior parte da graça já se foi.


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Amanda, ou Tama, ariana de 17 anos. Formanda, viciada em muitas coisas, projeto de geek e chata de coturnos, porque galocha não é legal.

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